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Ajudar empreendedores e empresas que pretendem criar novos negócios ou que consideram a elaboração e formalização do plano de negócios como uma ferramenta para melhorar e profissionalizar a gestão e assegurar a execução da estratégia definida.
O que é o Plano de Negócios ?
O Plano de Negócios é o documento que organiza e resume todo o planeamento das áreas críticas de um negócio. É, tipicamente, composto por duas seções: uma primeira com toda a informação sobre a Ideia, o Negócio, o Mercado, os Promotores, a Empresa e a Estratégia, e uma segunda com o Modelo Financeiro, normalmente com as Projeções Financeiras e a Avaliação de Viabilidade Económico-Financeira.
Mais do que um documento é o resumo de um processo de importantes reflexões e decisões estratégicas para um negócio num determinado horizonte temporal, normalmente 5 a 10 anos.
Deve ser elaborado apenas para Novos Negócios ?
Na maioria das vezes, o Plano de Negócios só é feito quando se trata de um novo negócio e para suportar pedidos de financiamento bancário, captação de investidores ou candidaturas a apoios e subsídios. A grande vantagem da sua elaboração é a detalhada reflexão estratégica sobre o negócio, sobre o modelo de negócio, a tomada de decisões sobre o mesmo para o futuro e o envolvimento das pessoas chave da empresa.
Assim sendo, são alguns os empresários que optam por, de forma regular, por realizar este processo por forma a melhorar a Gestão e Execução da Estratégia, bem como garantir o alinhamento estratégico da empresa com a realidade e com o futuro.
Quais os Objetivos ao Elaborar um Plano de Negócios ?
Criação de Nova Empresa
Lançamento de Novo Produto ou Área de Negócios
Melhoria dos Processos de Gestão e Execução
Alteração de Estratégia Empresarial
Alteração da Estrutura Societária
Preparação para Sucessão Empresarial
Preparação de Operação Compra/ Venda
Apresentação de Candidaturas a Apoios
Captação de Investidores
Pedidos de Financiamento
Reestruturações de Dívida Bancária
Que áreas são trabalhadas no Plano de Negócios ?
Para assegurar a qualidade do processo é necessário garantir a abordagem detalhada de cada uma das seguintes seções, evidentemente em função da complexidade do negócio, da recolha e análise de informação adicional a realizar e do âmbito e objetivos do projeto:
Identificação e análise dos fatos e tendências mais relevantes das várias envolventes da empresa que determinam as principais Ameaças e Oportunidades. Compreende também um diagnóstico rigoroso sobre a empresa identificando seus principais Pontos Fortes e Pontos Fracos. Culmina na análise estratégica de todas estas variáveis (SWOT), determinando quais as grandes Opções Estratégicas para a empresa e para o negócio e definição da Visão, Missão, Objetivos Estratégicos e Estratégia a médio e longo prazo.
Estudos quantitativos ou qualitativos do mercado onde a empresa opera ou pretende entrar que deverão contribuir para quantificar o seu potencial e entender as suas características, nomeadamente as associadas ao processo de decisão de compra. Identificam informação importante para a definição da estratégia em geral, nomeadamente para a de marketing e operações. Compreende normalmente estudo setorial, de clientes, fornecedores e concorrentes.
Análise e reflexão, em equipa, da maneira como a empresa vai fazer negócio e acrescentar valor, ou seja, ganhar dinheiro. Compreende a identificação e definição de temas críticos como Proposta de Valor, Clientes Alvo, Forma de Relacionamento com os Clientes, Canais de Distribuição, Recursos Necessários e Fontes de Receitas. Trata-se de um trabalho detalhado, envolvendo pessoas chave na empresa/ negócio, definindo as linhas gerais para cada estratégia funcional a planear em detalhe mais à frente, nomeadamente as de Marketing e Vendas (que condiciona as Receitas) e Operações (que determina a Oferta ao Cliente e os Gastos).
Definição concreta da estratégia de marketing, nomeadamente quanto a Gama & Marca, Posicionamento e Mercados & Segmentos-Alvo. Com base nestas três alavancas são definidas as políticas de marketing quanto a Produto, Preço, Promoção e Distribuição. Desta fase, já de planeamento, decorrem orçamentos de vendas associados à estratégia comercial e orçamentos de gastos associados a investimentos e atividades críticas a realizar.
Definição concreta das estratégias de Produção, Recursos Humanos, Logística, Financeira, Tecnologias de Informação, entre outras. Desta fase, já de planeamento, decorrem orçamentos de gastos associados a investimentos e atividades críticas a realizar. Determina, portanto, a Estrutura de Recursos da empresa, contribuindo para a reflexão e determinação da Estrutura Organizacional, Políticas de Gestão & Liderança e Governança, questões deveras relevantes para quem analisa o risco do investimento aquando da avaliação de investimentos e financiamentos.
Nesta fase são identificadas as variáveis críticas do negócio (business drivers) que fazem condicionar e explicam as receitas e os gastos, mas principalmente, a relação entre ambos. A definição, análise e estimativa são realizadas em sessões com os promotores, de acordo com as estratégias e planos anteriormente definidos, por forma a garantir a perceção e interiorização do comportamento e influência das mesmas nos resultados e na gestão do dia a dia. Para além de serem a base para apurar o resultado económico operacional que se espera para o negócio, determina logo à partida os principais objetivos e KPI (indicadores chave de performance) que deverão estar na base da gestão por objetivos da empresa.
Das estratégias de marketing e vendas e operações resulta o levantamento detalhado de todos os ativos que a empresa precisa colocar à disposição do negócio para realizar o mesmo. Desses ativos, destacam-se normalmente os Ativos Fixos Tangíveis, que se vão “consumindo” no tempo e, cada vez mais relevantes, Ativos Fixos Intangíveis como sejam softwares. Das políticas comerciais de vendas e de compras, resulta também a necessidade de financiar mensalmente a diferença entre os recebimentos e os pagamentos. Trata-se da Necessidade de Fundo de Maneio, dinheiro que a empresa terá que colocar à disposição para garantir que o negócio funciona no dia a dia. É geralmente um dos grandes problemas das novas empresas durante os primeiros anos de existência e não deve, de todo, ser ignorado ou subestimado num plano de negócios.
Conhecida que está, nesta fase, a necessidade de dinheiro para investimentos e a capacidade de o negócio gerar fluxos de caixa, torna-se necessário definir e avaliar a quantidade de dinheiro necessária em cada momento para financiar a operação. Nesta fase, discutem-se e decidem-se também questões como grau de alavancagem financeira (utilização de capital alheio) pretendido e possível, estrutura e fontes de financiamento, custos de financiamento, atitude do acionista face ao risco, expetativa de retorno financeiro do acionista e políticas de utilização do dinheiro gerado, nomeadamente distribuição de dividendos. É uma fase crítica, não existem negócios viáveis sem viabilidade económica por muito boa que seja a estratégia de financiamento, mas existem negócios inviáveis devido a uma má estratégia de financiamento.
Este é um dos principais objetivos da construção do plano de negócios: aferir da viabilidade económica e financeira do projeto de negócio. Nesta determinação, utilizam-se metodologias de comum aceitação pelos vários operadores de mercado, nomeadamente investidores e instituições de crédito ou financiamento. Falamos da perspetiva da geração de fluxos de caixa que consigam, no decorrer do projeto, remunerar os capitais investidos a uma determinada taxa de retorno em função do risco e prazo do mesmo. A avaliação é feita, por norma, nas perspetivas do projeto, do acionista e do investidor/ credor. É uma fase de decisão e potencial revisão de estratégias e respetivos pressupostos económico-financeiros.
São criados nesta fase alguns cenários em função de variações potencialmente esperadas ou hipoteticamente possíveis para algumas variáveis críticas do negócio (business drivers). Trata-se, portanto, de fazer uma avaliação detalhada e refletida dos riscos associados a cada variável e cenário, mas essencialmente de aferir e partilhar os mesmos, como geri-los e que planos de contingência devem ser criados. É uma fase de decisão e potencial revisão de estratégias e respetivos pressupostos económico-financeiros e, no limite, de decisão de não avançar face às recomendações da equipa de consultores e perceção de risco dos promotores.
Durante a avaliação do projeto, para além de vários indicadores e mapas de caráter económico, operacional e financeiro, serão sempre elaboradas as Demonstrações Financeiras Previsionais para o prazo em apareço do projeto, normalmente 5 a 10 anos. Trata-se da Demonstração de Resultados, do Balanço e da Demonstração de Fluxos de Caixa. Estas demonstrações, para além de servirem de base para o plano estratégico de médio e longo prazo, são essenciais para processos de avaliação de pedidos de apoio ou financiamento junto das diversas instituições. A sua elaboração deve resultar exclusivamente do trabalho de reflexão estratégica, da modelação económica, plano de investimentos e estratégia e plano de financiamento, caso contrário não refletirão a coerência estratégica do negócio.
O Plano de Negócios é também um documento que serve de suporte para demonstrar viabilidade e retorno de um novo negócio ou participação em empresa a administrações com poder de decisão, potencias investidores, potenciais compradores de empresas e instituições de crédito ou apoios financeiros. Assim sendo, será sempre elaborado e apresentado um Relatório Executivo. No caso de ser objetivo o pedido de financiamento a instituição de crédito, o dossier será elaborado conforme as regras e boas práticas atuais do mercado e conforme exigência da instituição.
Aproveitando todas as sinergias e conhecimento adquirido de todo o trabalho em equipa desenvolvido durante o projeto, podemos ajudar na implementação do plano de ação definido, bem como apoiar nas negociações internas e externas, nomeadamente equipas internas, fornecedores e entidades bancárias, entre outros. De igual forma, e caso se aplique, apoiamos todo o processo de constituição da sociedade junto das entidades competentes, nomeadamente com a definição das políticas de governança da sociedade a constar do pato social.
Durante a elaboração do plano de negócios, vários são os pressupostos que determinam as receitas e gastos e, consequentemente, a viabilidade económico-financeira do projeto. Normalmente, são definidos objetivos e indicadores chave de performance que sustentam a gestão por objetivos, sendo necessário um controlo regular do atingimento dos mesmos, quer a nível financeiro, quer a nível das atividades que geram os resultados esperados. Suportamos a implementação do Sistema de Controlo de Gestão a nível interno, mas também junto de parceiros externos, nomeadamente gabinetes de contabilidade.
À semelhança dos promotores do projeto, somos os principais interessados no sucesso do mesmo, é também a confirmação de que fizemos bem o nosso trabalho. Temos consciência que os recursos de gestão são limitados e inúmeras barreiras à implementação vão surgindo no caminho. Podemos colaborar de forma regular, quer a curto prazo imediatamente a seguir à elaboração do Plano de Negócios, quer a médio prazo e numa lógica de acrescentar valor à gestão quotidiana da empresa e suportar o líder na solitária caminhada enquanto gestor e líder empresarial.
Pode o Promotor auto-elaborar o Plano de Negócios ?
Ninguém conhece melhor a Ideia e a Visão de Negócio do que o Promotor do projeto. Assim sendo, pode o mesmo elaborar o Plano de Negócios de forma autónoma e recorrendo a estruturas de conteúdo orientadoras e disponíveis em várias fontes, inclusive através de nós, e nomeadamente utilizando modelos disponibilizados pelo IAPMEI:
IAPMEI - Como Elaborar Plano de Negócios - Guia ExplicativoRecorrendo à ajuda de um Consultor de Gestão e Negócios terá a possibilidade de ser acompanhado com metodologias e ferramentas atualizadas e adaptadas à sua realidade em cada fase do processo, ter alguém com quem discutir e partilhar decisões, ter apoio na negociação com financiadores e investidores e beneficiar da experiência acumulada e conhecimento académico e profissional de cada um dos especialistas em diferentes áreas como Estratégia, Marketing e Vendas, Operações, Finanças, Recursos Humanos, entre outras.
Porquê trabalhar connosco ?
A nossa equipa conta com profissionais com mais de 25 anos de experiência profissional na gestão geral de empresas, vendas, marketing, investigação & desenvolvimento e gestão financeira.
Utilizamos uma metodologia formal e objetiva, mas flexível na adaptação a diferentes negócios, tipos de empresa e projeto com o objetivo de implementar medidas de forma célere e exequível.
O projeto é desenvolvido com reuniões regulares com os promotores e suas equipas, sendo lideradas pelos nossos consultores séniores.
Promove-se o alinhamento estratégico entre sócios e entre equipas, focaliza-se no que é realmente importante e crítico e sustenta-se a estratégia para captar investimento, financiamento e apoio à implementação.
Dispomos de 4 áreas técnicas especializadas para suporte aos projetos de consultoria e que se adaptam às necessidades, orçamento e dimensão dos projetos e dos clientes:
2focusinfo: Recolha, Integração, Tratamento, Análise e Reporting de Dados
2focustech: Tecnologia de Informação para Negócios
2focustarget: Modelos e Ferramentas de targeting em Marketing e Vendas
2focuscrm: Desenvolvimento e Implementação de Sistemas de Gestão da Relação com o Cliente
Os nossos consultores seniores responsáveis pelo projeto, poderão alocar parte do seu tempo a part-time e no médio prazo para acompanhar e ajudar na implementação dos planos. Beneficiando do conhecimento de quem já participou no planeamento, podem assegurar questões importantes que não afetem a sua concentração nas áreas críticas do negócio, principalmente durante os primeiros tempos, bem como ajudar a tomar decisões e fazer as adaptações necessárias.
Responsável da Área de Consultoria
Miguel Silva
Senior Consultant
Consultoria Estratégica e Finanças Empresariais
Miguel Silva é licenciado em Gestão de Marketing pelo IPAM, pós-graduado em Direção Comercial pelo ISCTE, pós-graduado em Management & Business Consulting pelo ISEG e MBA - Management & Business Administration pelo ISCTE.
Desenvolveu a sua atividade profissional maioritariamente em negócios business-to-business, com especial enfoque em produtos profissionais e em indústrias de competitividade relevante como a Automóvel, Saúde e Alimentar.
Desempenhou funções de gestor de produto, chefe de marketing e diretor comercial em empresas multinacionais como a Carlson Wagonlit Travel, 3M e IMS (atualmente IQVIA), tendo sido fundador, accionista, gerente e country manager, durante 10 anos, da sucursal em Portugal do grupo espanhol TRADES (Durania Group).
Contate-nos
Miguel Silva entrará em contato consigo para avaliar a melhor forma de ajudar.
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